O que dizer de Ruy
Mesquita? Um homem que dedicou toda a vida ao jornalismo, que escrevia em uma
máquina Remington, pois para ele o computador tirava a inspiração, em tempos de
intolerância como os da Ditadura, tolerante e defensor do Repúdio à Censura, um
homem que foi um símbolo humano não apenas para uma geração da imprensa, mas
para o Patriotismo e a liberdade de expressão além dos ideais e crença em um tão
almejado Brasil melhor para o próximo. Que escrevia receitas de bolo para
afrontar a maldita censura, lidando com as circunstâncias que apareciam, era
como a relva para o vento, fincava seus ideais como raízes ao solo de nossa
Pátria defendendo os que acreditava e deixando esse vento alvoroso passar e
deteriorar-se acreditando em um amanhã melhor a cada dia. Para Ruy Mesquita não
existia o “eu”. Não enxergando dentro de si, mas para a serenidade da vida em
três Paradoxos: A Terra, os Seres Humanos e Nossa Pátria. Esse foi Ruy
Mesquita.
Jairo Fernando em
22.05.2013
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