sábado, 29 de junho de 2013
Não, não compro mais produtos da Sony... Da admiração ao Pedido de Respeito
Prezados, em resposta a alguns leitores que tem me perguntado se eu não tenho jogado títulos exclusivos da Sony como God of War Ascension e demais. A minha resposta é NÃO. Não vou comprar mais nada da Sony. Enquanto não repararem o erro e a agressão religiosa NÃO HEI DE COMPRAR MAIS NADA DA SONY. Minhas televisões eram Sony vendi e comprei outras novas de outras marcas, o meu celular e o de minha esposa que eram Sony Ericson e Xperia jogamos no lixo literalmente descartando as respectivas baterias de forma adequada sem prejudicar o meio ambiente, vale ser ressaltado esse aspecto social que eles mesmos desrespeitam - o social, o consumidor é o que mantém a empresa viva e a sustenta para que ela obtenha LUCRO. Pois sem lucro nenhuma empresa vive. Sem deixar de esquecer, computadores também foram devidamente formatados e VENDIDOS. Se depender de mim vai a falência. Existe um RPG que eu curto muito mais que God of War, seu nome é Hyperdimension Neptunia. Fora lançado um título mais novo dessa franquia e eu NÃO comprei e não hei de comprar. Assim como outros os quais eu esperava. Mesmo o novo jogo de Saint Seya que é o Anime que mais gosto, não vou sequer chegar perto por ser exclusivo da Sony. Enquanto não houver um pedido de desculpas formal, além da liberação de minhas contas, ou uma canalização do que fora pago para novas contas se necessário, corrigindo tais atitudes dolosas PRIVANDO-ME DO DIREITO PELO QUAL EU PAGUEI. Volto a dizer não estou pedindo nada de mais apenas meu direito pago. Será que é pedir muito? Em todo caso eles podem ter certeza de uma coisa perderam um cliente em potencial... E continuarei a trazer todas as denúncias dos podres efetuados por elescomo canibalizar o PS4 e querer expor a Microsoft ao ridículo. A Microsoft possui um pós-venda eficiente e eficaz e com o tempo os consumidores vão perceber isso devido aos podres da Sony. E a Microsoft que respeita o consumidor irá superá-los e vencer a covardia da Sony. Isso que faço chama-se CIDADANIA. Assim como eu fui lesado, devo advertir o próximo para que não seja vítima de tamanha covardia da Sony que só fortalece a pirataria. Em virtude dos colaboradores que só recebem ordens e são inocentes espero que a alta cúpula mude a mentalidade, por que do jeito que está talvez muitos pais de família que são colaboradores da Sony venham a perderem seus empregos...
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Acorda Povo! A Sony só vai ferrar com seus bolsos...
Hoje estava dando uma olhada no Youtube e em um dos canais que eu curto presenciei um vídeo (não vou colocar um link aqui sem a permissão do dono) Caso ele conceda-me terei o prazer de por. Gamers já fui Sonysta como todos que acompanham esse nosso cantinho muito bem sabem até o dia em que essa maldita firma teve a ousadia de banir-me pela incompetência deles de não gerarem segurança proporcionando minhas principais contas serem hackeadas e ao invés de darem SUPORTE ao consumidor deram-me foi um banimento em ambas as contas. Perco o meu direito em contas com vários Season Passes pela incompetência deles enquanto o bandido fica solto, promove a pirataria, cria códigos pré-pagos e ainda vende a terceiros causando mais banimento. Com relação a E3 a Sony canibalizou o PS4 querendo ridicularizar a Microsoft intencionalmente. Por que eles são tão bonzinhos vendendo mais barato e não requerendo conexão ao menos uma vez diária? Pela canibalização do PS4, com atitudes como eu já esperava vendendo a PS Eye separada prejudicando o próprio controle do console, não garantindo segurança online mesmo com a cobrança Plus que será feita da forma como quem possui em contas estrangeiras como eu tinha sabe como é não gerando tranquilidade e a SEGURANÇA conforme a Xboxlive faz. Na Microsoft o serviço é pago, mas paga-se pela segurança. Nunca tive problemas com a Microsoft nem mesmo na época das 3RLS, sempre solucionaram e deram amparo para minha pessoa. Não conheço ninguém que tenha comprado tudo certinho, cumprindo o contrato com a Microsoft e sendo banido ou ficando na pior. Pessoas que acabaram sendo banidas foram por compra de códigos forjados justamente por esses malditos hackers mas algumas que entraram em contato com o suporte, a Microsoft manteve-se prestativa e disposta a ajudar o consumidor, garantindo o excelente pós-venda deles. Outros banimentos foram devido a pessoas comprarem consoles adulterados ai é outro Paradoxo e pessoalmente é a mesma coisa que pagar para ser banido. Prefiro não jogar títulos exclusivos da Sony que eu gosto mas ter algo chamado SEGURANÇA. Coisa que a Sony desconhece em seu vocabulário. Se depender de mim a Sony ou muda a mentalidade ou quebra. Agora depois de chamarem-me de bandido Herege, já postei aqui diversas vezes o verdadeiro significado da palavra BANIMENTO: "BANDIDO HEREGE DEVE SER BANIDO" e não me canso de repeti-las e sabe por que? Por que sou cidadão. Trabalhador e não BANDIDO, muito menos Herege. É muito fácil canibalizar um produto e enganar um consumidor até o dia em que esse abre os olhos e é humilhado publicamente como eu fui pela Sony. Fui brutalmente humilhado no sentido religioso da palavra. Agora cada um sabe de si. Quem quiser comprar um PS4 compre, o dinheiro é seu, mas recomendo não entrar online para não ser enganado, desrespeitado, humilhado publicamente, ser chamado de bandido herege sendo desrespeitado no religioso...
P.S.: Errar é humano. A Sony errou MUITO comigo. Mas se algum dia repararem o erro, assim como denuncio o dolo que fizeram comigo, deixando-me mais chateado FERINDO-ME NO ASPECTO RELIGIOSO COMO BANDIDO HEREGE, sempre deixei bem claro que apesar de tanta humilhação e constrangimento moral hei de publicar neste mesmo espaço que corrigiram o erro. Errar é humano persistir no erro é burrice ou o pior INCOMPETÊNCIA.
P.S.: Errar é humano. A Sony errou MUITO comigo. Mas se algum dia repararem o erro, assim como denuncio o dolo que fizeram comigo, deixando-me mais chateado FERINDO-ME NO ASPECTO RELIGIOSO COMO BANDIDO HEREGE, sempre deixei bem claro que apesar de tanta humilhação e constrangimento moral hei de publicar neste mesmo espaço que corrigiram o erro. Errar é humano persistir no erro é burrice ou o pior INCOMPETÊNCIA.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Manifestação, Vandalismo ou Terrorismo
Manifestação, Vandalismo ou Terrorismo?
Se o Mestre Stéphane Hessel
estivesse fisicamente presente, estaria muito triste após o cenário nacional.
Em todo o país houve manifestações contra o aumento das passagens de ônibus. Em
entrevistas a algumas pessoas do movimento as respostas eram quase sempre as
mesmas: “é um absurdo o aumento nas passagens pesando no direito mais simples
de ir e vir para trabalhar”, “as passagens estão muito altas, R$*6,00* diários
pesa no orçamento familiar”, “meu patrão não quer dar aumento por que considera
arbitrário e como eu que sou doméstica vou fazer? Pagar para trabalhar?”, “pego
três conduções por dia e minha empresa não fornece o Bilhete Único, apenas
credita o valor na conta para descontar depois”. Na Capital de Nossa República
Federativa é um insulto a Ética e a Cidadania e valores alcançados por nossos
antepassados; é puro vandalismo e não manifestação. Para que uma manifestação
seja realmente um manifesto pedindo reinvindicações, deve ser pacífico, caso
contrário é VANDALISMO ou até mesmo TERRORISMO. Iniciemos com os seguintes
Paradoxos: Manifestante = aquele que realiza pedidos de forma PACÍFICA solicitando
melhorias para a sociedade. Vandalismo = depreciações a monumentos públicos ou
bens privados por meio da utilização de força física, ou artifícios
Pirotécnicos. Terrorismo = Utilização ou construção de armas brancas, de fogo,
bombas incendiárias, ácidas, venenosas, nucleares, toxicológicas ou biológicas
para levar medo, torturas físicas em alguns casos e no geral torturas
psicológicas, caos e chacina a sociedade ou membros desta.
No Rio de Janeiro havia começado
como realmente deve ser uma manifestação com paz e reinvindicações, com cerca
de 100 mil pessoas fazendo um pedido formal diante a toda Nação em cerca de 3 a
4 horas de um pedido valorizando a democracia. Mas cerca de 300 a 400 Vândalos
criaram um verdadeiro holocausto em seguida. Um Ministro, um Deputado, um Senador
não estão em Brasília à toa como caracterizado pelo mito popular, mas sim com
muita responsabilidade em seus ombros para lutar por você, para estudar medidas
que venham a melhorar a sua vida, para fazer valer o voto ganho. Justamente
após manifestações que deveriam ser pacíficas representar o pedido social e
achar soluções que venham a trazer benefícios para a sociedade de um modo
geral. Agora como um Ministro, Senador ou Deputado vão estudar meios para solução
de um problema quando a própria polícia fica presa, cercada por grupos atirando
pedras, fogos de artifício e ainda coquetéis Molotov? O policial é pago para
arriscar a sua vida mantendo a Ordem Pública, fazendo valer a CIDADANIA de uma
Nação. Alguns manifestantes dizem que policiais atiraram com fuzis e pistolas,
atiraram sim, mas para o alto, para dispersar a confusão. Um policial de bem
que estava fazendo o seu trabalho o seu trabalho de manter a Ordem Pública fora
vítima do Vandalismo sendo cruelmente espancado, chutado por um grupo de
vândalos cruéis e inescrupulosos. Tal policial poderia ter sacado a sua arma e
disparado contra os manifestantes. Isso prova que a Polícia não está
desqualificada como alguns dizem. Outra prova foi quando policiais se
refugiaram na ALERJ utilizando-se de extintores de incêndio para lutarem
primeiro por suas vidas, em seguida para dispersar manifestantes. Outro fato
que chamou a atenção, foi um grupo de policiais terem sido feitos reféns de
vândalos em uma agência bancária, saqueada, pichada e destruída. Falando em
pichação, o prédio da ALERJ e proximidades. Não apenas a ALERJ mas outros
prédio públicos foram destruídos, por pichações, pedras, garrafas e o que
tivesse nas mãos desses vândalos. Alguns tiveram a ousadia de arrancarem placas
de trânsito e utilizarem como se fossem bastões para agredir outras pessoas e
estabelecimentos. Isso não lembra Terrorismo? Nessa mesma linha de raciocínio
sobre Terrorismo, várias lojas foram saqueadas, destruídas e o Corpo de
Bombeiros pela manhã ainda combatia o incêndio em uma das lojas vitimadas na
Rua São José. Em uma loja nas proximidades o gerente avaliou o prejuízo em mais
de R$*30.000,00*. Uma farmácia teve todo o seu estoque de medicamentos
saqueado. O dono de um restaurante teve de brigar contra alguns manifestantes
vindouros com uma vassoura. “Era vassouradas neles ou eu. Tive de proteger
minha equipe de funcionários. Todos nos ajudamos uns aos outros para fechar as
portas.” – disse. O mesmo dono do restaurante que preferiu não se identificar,
teve toda a fachada destruída e parte das portas amassadas. Afirmou que não tem
ideia de quanto foi o prejuízo pelos estragos. Outro proprietário de
restaurante, agora sendo um na Rua Primeiro de Março alega que chegou no
momento exato da tentativa de invasão. Mas os prejuízos estão avaliados em
torno de R$*80.000,00* Muitos trabalhadores não puderam exercer o mais simples
direito de CIDADANIA – trabalhar. Uma das lojas da Rede Bagaggio foi saqueada
tendo vários produtos saqueados como bolsas, perfumes e carteiras. O gerente do
estabelecimento calcula que o prejuízo fora cerca de R$*30.000,00*.
Existem boatos que manifestantes do
Recife planejam realizar um protesto no jogo a ser realizado da Copa das
Confederações. Jogo que será na próxima quinta-feira dia 20 de junho. Alguns
desses mesmos boatos apontam um possível ataque também no jogo da Seleção
Brasileira. São apenas boatos, mas medidas para reforçar a segurança estão
sendo tomadas.
O Ex-Presidente Fernando Henrique
Cardoso, através das redes sociais falou pela primeira vez dos protestos no
país contra o reajuste das passagens de ônibus. Em sua página no Facebook, o
Ex-Presidente afirmou na segunda-feira 17.06.2013 a seguinte expressão: “Os
governantes e as lideranças do país precisam atuar entendendo o porquê desses
acontecimentos nas ruas. Desqualificá-los como ação de baderneiros é grave
erro. Dizer que são violentos nada resolve”. Abaixo do texto, o Ex-Presidente
destacou uma foto do Movimento Diretas Já, realizado na Praça da Sé no ano de
1984. Para o Ex-Presidente “justificar a repressão é inútil: não encontra apoio
no sentimento da sociedade”. De acordo com o Ex-Presidente, as razões das
manifestações “encontram-se na carestia, na má qualidade dos serviços públicos,
na corrupção, no desencanto da juventude frente ao futuro”.
O absurdo fora tão grande que virou
um desrespeito. A maioria concorda com manifestações, mas não vandalismo. A
sede do Congresso em Brasília chegou a ser tomada e vários vândalos chegaram a
invadir até mesmo a cobertura do Congresso.
Infelizmente o caso chegou à mídia
internacional nesta terça-feira. Os protestos envolvendo cerca de 240 mil
pessoas nas principais capitais do Brasil tornou-se destaque da imprensa
mundial. O Jornal El País da Espanha destacou que o descontentamento da
população provocou o maior desastre em décadas. O jornal El País afirma: “O
descontentamento no Brasil provoca o maior protesto em décadas”. Em sua
reportagem aborda que o aumento das tarifas de transporte foi um pretexto pela
luta por uma sociedade mais justa. Em outro trecho menciona: “Apesar das
isoladas cenas de violência, a notícia foi à ordem e a paz com que os protestos
aconteceram”. Mas adiante destacam que o vandalismo não conseguiu apagar a
imagem de centenas de pessoas caminhando pelas principais capitais do país.
Ainda apontou um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas onde constatou
que São Paulo paga a passagem de ônibus mais cara do mundo.
A rede Britânica BBC alega que os
protestos contra os aumentos das passagens e as despesas com a Copa do Mundo de
2014 se espalharam principalmente em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
O também Britânico The Gardian
destacou que “a espiral de alto custo de vida e serviços precários provocam
ondas de protestos no Brasil”.
O jornal Francês Le Monde enfatizou
da seguinte forma: “Uma maré de manifestantes no Brasil, cenas de caos no Rio.”
Compararam o movimento aos protestos que acabaram trazendo o Impeachment do
Ex-Presidente Fernando Collor de Melo.
Segunda-feira, dia 17.06.2013 a rede
Avaaz, que promove petições online pelo mundo, baseada nos argumentos de que
para acabar com a corrupção, desvio de dinheiro público, sucateamento da saúde,
das estradas, educação, segurança e outros deu início a uma campanha para uma
Petição online pretendendo reunir cinco milhões de assinaturas para um
Impeachment da Presidente Dilma Rousseff.
O Italiano Corriere Della Sera
destacou: “Confrontos e feridos no Rio de Janeiro, em protestos contra os
gastos da Copa do Mundo”
O
site da Árabe Al Jazzera disse “manifestações contra o alto custo do transporte
público e com a Copa do Mundo de 2014 refletem a insatisfação com as políticas
do governo”.
O Americano The New York Times
informou a ida de manifestantes nas principais cidades do país destacando que
os protestos, inicialmente pequenos contra o aumento das tarifas de
transportes, começaram a tomar as ruas contra o alto custo de vida e os gastos
com reformas, construções de novos estádios de futebol e ainda as políticas do
governo.
Na manhã desta terça-feira a
segurança fora reforçada nas escadarias da ALERJ com duas guarnições do
Batalhão de Choque. O cenário matutino fora de rastros de destruição.
Colaboradores da Comlurb trabalharam arduamente durante a madrugada para limpar
o local. A estátua de Tiradentes fora lavada, mas os refletores do local foram
completamente destruídos. A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços
Públicos efetuaram os devidos reparos nas calçadas que tiveram as “pedras
portuguesas” arrancadas e utilizadas violentamente contra a polícia. Foi
necessária a utilização de um reboque da Comlurb para retirar dois veículos
queimados na Rua São José.
Pela manhã da terça-feira, o
deputado Paulo Melo (PMDB/RJ), presidente da ALERJ, visitou o prédio para
visualizar os estragos. A sala da liderança do PMDB ficou totalmente destruída.
Um grupo de vândalos teve a ousadia de utilizar-se de uma máquina de cartões de
crédito para quebrar as vidraças, além de arremessarem pedras portuguesas. Dentro
da sala foram encontrados também latas de tinta spray e garrafas para
utilização de coquetéis Molotov.
Toda a confusão teve início na noite
de segunda-feira por volta das 19 horas onde um grupo destacou-se da multidão
que ocupava a Av. Rio Branco indo até o Palácio Tiradentes. Esses vândalos
iniciaram o confronto utilizando-se de fogos de artifício utilizando fogos de
artifício em cerca de 50 homens membros da polícia que faziam um cordão de
isolamento no prédio. Arrancando pedras portuguesas das calçadas e com
utilização da força bruta esses vândalos partiram para cima dos policiais, que
não tiveram outra opção além de revidar com balas de borracha e gás
lacrimogêneo.
Um pequeno número de policiais
utilizaram armas e fuzis atirando para o alto tentando dispersar a multidão.
Cerca de vinte policiais acabaram feridos e os demais acuados no prédio da
ALERJ tiveram de defender as suas vidas de vândalos que queimavam carros e
arrancavam grades para utilizar contra os policiais ilhados dentro do prédio.
Uma garrafa de coquetel Molotov fora arremessada na sala de reunião do líder do
PMDB. O Salão Nobre e os corredores também foram danificados, assim como as
janelas. Os muros da ALERJ e do Paço Imperial foram as maiores vítimas das
pichações. Vários itens foram saqueados e outros utilizados na construção de
uma fogueira que ficou caracterizada como uma espécie de troféu desses
vândalos. Esses mesmos vândalos fizeram o que queriam com estabelecimentos
públicos e privados destruindo bares, restaurantes e caotizando praticamente
toda Rua Primeiro de Março. A Situação só foi regularizada por volta das 22h30m
com a chegada do Batalhão de Choque.
A diretora de segurança da ALERJ,
Maria Cristina de Vilhena Castro disse que viveram momentos de um filme de
terror. Nunca havia presenciado uma situação como essa.
No total, 27 pessoas ficaram feridas
sendo 20 policiais e sete manifestantes. Três dos manifestantes baleados
tiveram de ser encaminhados para o hospital Souza Aguiar. 25 Pessoas foram
detidas.
Na quarta-feira, dia do jogo da
Seleção Brasileira no Castelão, manifestantes furaram o bloqueio da FIFA e
acessaram a área de segurança do Castelão. Segundo estimativas da polícia, 15
mil manifestantes chegaram às barreiras montadas por policiais na Av. Alberto
Craveiro em Fortaleza, Ceará. A Av. Alberto Craveiro é uma das principais vias
de acesso ao Castelão. Houve muita correria e confusão nesta quarta-feira.
Cerca de 500 policiais ficaram de prontidão se postando a três quilômetros do
Castelão. A manifestação tinha o foco de impedir a manifestação contra os
gastos na construção e reparo de estádios para a Copa das Confederações e do
Mundo. Houve a necessidade por parte dos policiais de bombas de efeito moral,
balas de borracha e spray de pimenta para acalmar e dispersar os manifestantes.
Existe o registro de seis feridos sendo 5 policiais militares e 1 manifestante.
O maior paradoxo nessa manifestação é que alguns dos manifestantes possuíam
ingressos para assistir o jogo. Em uma das regras da FIFA é proibido o uso de
cartazes ou faixas ideológicas, e religiosas. Mas alguns manifestantes
possuidores de ingressos afirmavam aos berros que iriam entrar no estádio.
Afirmaram não serem contra o futebol, mas sim contra os gastos que não são
direcionados e aplicados nas áreas de saúde e educação. Outros gritos e berros
eram: “Sem Violência.” Conforme o Jornal O Globo, um manifestante levou o
seguinte cartaz: “Hoje é dia de jogo. Vai ter circo. Os palhaços somos nós”.
Nesta mesma quarta-feira, a Praça
Sete de Setembro, no Centro de Belo Horizonte, foi bloqueada por manifestantes.
É a quarta vez desde sábado que isso ocorre. A Porta-Voz do Movimento e
coordenadora-geral da Federação das Escolas Técnicas, Bia Martins de 20 anos exclamou
as seguintes palavras:
“- Amanhã será o grande dia da maior
manifestação de Belo Horizonte. Amanhã, às 17 horas, todo o país vai parar.
Vamos deixar um recado para o governo: ou para Copa do Mundo e investe em
educação e saúde ou o Brasil vai parar. Enquanto o país não mudar, a gente não
vai sair da rua.”
O movimento tem uma previsão de
manifestações até o próximo domingo tendo a participação de estudantes e de
organizações civis. Na manifestação da Praça Sete de Setembro, com a utilização
de um megafone Bia pede um protesto pacífico. Bia critica ainda a atuação da
polícia, afirmando que é um momento muito importante para a juventude
Brasileira e a polícia deve agir segundo mandam os protocolos e não com
truculência.
Os manifestantes pretendem sair da
Praça Sete de Setembro até a Av. Cristiano Machado, região da Pampulha, próxima
ao Estádio do Mineirão.
Na noite de terça-feira, vândalos
encapuzados jogaram pedras e bombas na fachada da Prefeitura, além de
depredarem agências bancárias e uma loja de celulares na Av. Afonso Pena.
Alguns tiveram a audácia subir em ônibus e atear fogo em lixo e materiais
diversos que se encontravam pela rua. Pouco antes o mesmo grupo quebrou o
Relógio da Copa do Mundo localizado na Praça da Liberdade localizada em frente
à antiga sede do governo de Minas. A polícia prendeu um total de doze pessoas.
Três menores de idade.
Na quarta-feira dia 19, os protestos
ganharam a 1ª página do New York Times. A manifestação chegou a ser comparada
às da Primavera Árabe e da Turquia. “Protestos crescem enquanto brasileiros
culpam seus líderes”. A reportagem da primeira página exibe uma foto de um
abuso policial ocorrido na segunda-feira no Rio, onde a polícia de uma
distância muito curta dispara um forte jato de spray de pimenta no rosto de uma
manifestante. Destacaram com muita ênfase, que os líderes Brasileiros foram
“sacudidos”, traduzindo literalmente do inglês, pelo maior desafio a sua
autoridade em anos.
Ainda na quarta-feira, dia 19 no
horário de 17h36m a 19h30m diante dos protestos, através de uma entrevista
coletiva, o Prefeito do Rio Eduardo Paes confirmou a redução da passagem de
ônibus de R$*2,95* para R$*2,75*, já a partir dessa quinta-feira dia 20.06.2013,
ou seja, voltando ao valor que era anteriormente. O Governador do Estado do Rio
de Janeiro, Sérgio Cabral estendeu a diminuição das tarifas para os trens,
metrô e barcas. No Estado de São Paulo o Governador Geraldo Alckmin e o
Prefeito Fernando Haddad no Palácio dos Bandeirantes, anunciaram a redução das
passagens de trem, metrô e ônibus nos valores de R$*3,20* para R$*3,00*. O
Prefeito do RJ, Eduardo Paes afirma que o impacto no orçamento da prefeitura
será de R$*200* milhões anuais, podendo chegar a R$*500* milhões. Comparou
ainda os valores aos gastos, uma vez no mesmo período, à manutenção das
clínicas da família os quais chegam a R$*400* milhões.
No pronunciamento, o Prefeito
Eduardo Paes destacou ainda que os reajustes nas passagens estão previstos nos
contratos das empresas de ônibus. Para o Prefeito, 45% dos custos da planilha
orçamentária são com a folha salarial de colaboradores como motoristas e
cobradores. Justificou ainda o aumento no preço do óleo diesel em cerca de 22%.
Para o cálculo dos reajustes são utilizados índices da Fundação Getúlio Vargas
(FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o Prefeito Eduardo Paes: “Os
reajustes não são concedidos aleatoriamente. Depois de muito tempo, essa lógica
é respeitada”. Lembrando que as prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo deveriam
ter realizado os devidos reajustes desde janeiro desse ano. “O Governo Federal
nos solicitou que fosse adiado esse aumento”. Mas o Prefeito não revelou por
quanto tempo será mantido esse preço. O Prefeito condenou as atitudes de
vandalismo que ocorreram na última semana dando ênfase ao ocorrido na ALERJ. O
Prefeito disse ainda que são pessoas que não sabem viver em um ambiente
democrático e de respeito.
Existem boatos que a partir das 16h
da quinta-feira haverá uma nova manifestação no Rio onde a concentração saíra
da Candelária seguindo pela Av. Presidente Vargas indo até a sede da
Prefeitura, na Cidade Nova.
Através de uma nota divulgada à
noite dessa quarta-feira, 19.06.2013, o Governo do Rio notifica que a decisão
de anular os reajustes das tarifas de trens, barcas e metrô será publicada no
Diário Oficial da União amanhã quinta-feira passando a valer na próxima
sexta-feira dia 21.06.2013. O preço do metrô, por exemplo, que custa R$*3,50*
cairá para R$*3,20*. Os trens que custam R$*3,10* terão uma queda para
R$*2,90*. Com relação às barcas, de R$*3,30*, com o Bilhete Único, caíra para
R$*3,10*.
Em Niterói, Região Metropolitana do
RJ, onde ocorre um protesto nesta quarta-feira contra o aumento das tarifas de
ônibus e gastos com a Copa do Mundo, o Prefeito Rodrigo Neves através de sua
assessoria, informou que as passagens dos transportes coletivos municipais
serão reduzidas de R$*2,95* para R$*2,75*.
O Governador de São Paulo Geraldo
Alckmin informou que o governo precisará “apertar os cintos”. Para o Governador
a decisão foi tomada por causa das manifestações da cidade. Afirmou ainda que
com essa iniciativa, pretende fazer com que a cidade volte futuramente a
discutir esse tema com tranquilidade. Disse o Governador: “– Vamos revogar o
reajuste dado, voltando a tarifa antiga. Será um sacrifício grande. Temos que
cortar investimentos já que as empresas não podem arcar com os custos.
Apertando os cintos, vamos cortar os investimentos. Mas entendo que é
importante”.
O Prefeito Haddad evocou a
necessidade de diálogo com a sociedade. Para o Prefeito, Rio e São Paulo foram
“vítimas de uma sinalização equivocada quanto à desoneração de tributos, que
permitiu a outras cidades baixar as tarifas nos últimos dias”. O Prefeito
afirmou que quando decidiu aumentar o valor das passagens, já o tivera efetuado
considerando a redução do PIS-COFINS. A tarifa começa a valer com a devida
redução a partir da próxima segunda-feira. Segundo Haddad não há hoje como
fazer essa redução sem sacrificar os investimentos.
Pela manhã após três novos
protestos, na cidade de São Paulo, o Prefeito Haddad considerou as depredações
da noite anterior no prédio da Prefeitura e no Theatro Municipal como sendo uma
“atrocidade”.
Em Minas Gerais, sendo pressionado
pelo quarto dia de protestos o Prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB)
entrou em ação garantindo na tarde desta quarta-feira o envio de um projeto à
Câmara Municipal visando à redução da tarifa do transporte coletivo. Através de
uma nota, o Prefeito “propõe a isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) na
incidência dos custos do transporte coletivo”. Ainda na nota, os detalhes da
proposta devem ser anunciados nesta quinta-feira. Tendo sido reeleito para um
segundo mandato, o Prefeito Lacerda conta com o apoio que possui da maioria da
base governista de vereadores. Em BH, mais precisamente no fim do ano passado,
a tarifa das passagens aumentou de R$*2,65* para R$*2,80*. Desde o ano de 2008,
o valor sobe a cada fim de ano. Para dezembro de 2013 já se encontrava previsto
outro reajuste. Antes do anúncio do prefeito, a assessoria da prefeitura havia
informado que não estava em pauta a redução dos preços das tarifas. Em torno de
40 empresas, distribuídas em quatro consórcios, exploram 298 linhas da capital.
Houve um contrato por meio de licitação pública no ano de 2008 com vigência até
o ano de 2028.
Ainda nesta quarta-feira, o Rio de
Janeiro foi vítima de mais vandalismos em Niterói. A manifestação era pacífica
até o início da noite com momentos de tensão na cidade refletindo na Cidade do
Rio de Janeiro com o fechamento da ponte Rio-Niterói por uma hora. Houve
vandalismo e a invasão da estação Arariboia das barcas. Por medidas de
segurança a Estação fechou às 21h por medidas de segurança. Às 21h15min o
serviço foi retomado. Passageiros foram avisados nas estações e embarcações da
linha. Vândalos que estavam na Av. Amaral Peixoto tentaram incendiar um ônibus
da Viação Santo Antônio. O grupo era formado por cerca de 200 jovens com os
rostos cobertos. Ato que ficou marcado foi à ação de um manifestante tentando
impedir a ação de vândalos ajudando a polícia a manter a Ordem Pública. Dados
da Polícia Militar de Niterói estimam a presença de 7 a 8 mil pessoas nas ruas
de Niterói.
Enquanto o protesto ocorria, a Ponte
Rio-Niterói teve de ser fechada das 19h10min às 20h10min em ambos os sentidos atrapalhando
o trânsito. Tal medida fora iniciativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF)
visando fortalecer a segurança. O batalhão de Choque da Polícia Militar foi
acionado. Manifestantes permaneceram sentados no asfalto da Av. Visconde do Rio
Branco. A Av. teve de ser fechada nos dois sentidos, em frente às barcas. O
Niterói Plaza Shopping teve de fechar as portas para garantir a segurança de
clientes e lojistas.
Outro grupo de vândalos seguiu em
direção a um dos acessos da Ponte Rio-Niterói pela Av. Jansen de Mello.
Gritavam: “Vamos fechar a ponte e seguir até o Rio de Janeiro”. O grupo foi
contido por um esplendido trabalho do Batalhão de Choque que utilizou balas de
borracha e gás lacrimogênio para proteger os cidadãos de bem que estavam na
ponte. Uma grande correria tomou conta do local. Os que não estavam sob a
proteção do Batalhão de choque acabaram sofrendo efeitos e os verdadeiros
manifestantes ajudaram o Batalhão de Choque oferecendo vinagre às vítimas do
vandalismo para tentar minimizar os efeitos do gás. Vândalos com pedras nas
mãos ainda tentavam combater o batalhão de choque que protegia a população
expondo suas vidas. Pelo menos quatro ônibus foram atingidos por pedradas e
tiveram seus vidros estilhaçados. Passageiros abaixaram-se para poder se
proteger. O Batalhão de Choque manteve a segurança dessas pessoas detendo o
vandalismo. Mas a covardia por parte de alguns é tamanha que em meio a todo
esse cenário de caos saíram correndo sendo perseguidos por dez pessoas que
gritavam: “pega ladrão”.
Manifestantes tomaram a Av. Visconde
do Rio Branco, sentido Icaraí, seguindo para a Av. Amaral Peixoto prosseguindo
até a Câmara dos Vereadores.
Logo no início da Noite o Prefeito
Rodrigo Neves anunciou, em nota, que em Janeiro de 2013 havia revogado o decreto
de reajustes das tarifas de transportes públicos da gestão anterior, unificando
as três tarifas existentes na cidade e passando para R$*2,95*. Após as
manifestações, o prefeito decidiu retornar o valor das tarifas para R$*2,75*. O
Prefeito Rodrigo Neves ainda pronunciou em um trecho da nota: "Em respeito
à sociedade civil, que se manifestou pacificamente em nossa cidade, a
prefeitura adotará medidas necessárias e anuncia, neste momento, que a tarifa
dos transportes coletivos municipais retornará ao valor de R$*2,75*".
Com o fechamento da ponte houve
complicações para o trânsito trazendo complicações para o mesmo.
Aproximadamente às 20h10m, o trânsito na ponte começou a ser liberado no
sentido Niterói para a Alameda São Boaventura e a Av. do Contorno. A reabertura
das pistas iniciou-se a partir da Ilha de Mocanguê sendo auxiliadas por
batedores. O tráfego para o Rio também foi liberado. Motoristas que seguiam do
Rio para Niterói eram desviados. Os que se encontravam na via eram orientados a
retornar. O elevado da Perimetral no sentido Niterói ficou fechado. Veículos
foram desviados para a Av. Brasil.
Organizadores da passeata
comunicaram que pretendiam fechar os acessos à ponte Rio-Niterói. Mediante tal
fato a concessionária CCR Ponte organizou um esquema de operação similar ao que
é realizado durante os feriadões. Os socorros médico e mecânico foram
reforçados, incluindo o aumento de operadores da ouvidoria para atendimento aos
usuários. A Polícia Rodoviária Federal, responsável pelo policiamento na ponte,
informou que mantém o reforço no patrulhamento que já estava previsto para a
realização da Copa das Confederações.
Manifestantes afirmaram: “- Queremos
fechar a Ponte Rio-Niterói, pois apenas incomodando bastante é que seremos
ouvidos. Não queremos baderna nem confronto com a polícia. O objetivo é fechar
as saídas tanto para as avenidas Jansen de Mello quanto pelo Contorno e
Feliciano Sodré no horário de rush”. Palavras do figurinista Gustavo Sales, 23
anos, acrescentando que os manifestantes não tinham a intenção de ir até o
pedágio.
Semana passada o protesto contra o
aumento das tarifas que ocorria de forma pacífica em Niterói terminou em um
confronto no Centro da Cidade na Região Metropolitana do Rio. Houve a
utilização de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e gás de pimenta contra
os manifestantes. Duas pessoas foram socorridas intoxicadas depois de um
confronto com a Polícia Militar. Uma pessoa foi detida. Uma estudante de
Direito, Thamires Ribeiro, 21 anos, grávida de 3 meses, foi encaminhada para o
Hospital das Clínicas, no Centro, após ter sido atingida por spray de pimenta.
O confronto ocorreu no fim da Passeata, quando uma quantia muito grande de
pessoas que havia reunido mais de 2mil pessoas já havia se retirado. O tumulto
teve início quando estudantes teriam tentado impedir que os ônibus deixassem um
terminal rodoviário no Centro, próximo à Estação das Barcas. Pelas 22 horas,
algo em torno de 40 manifestantes foram alvo de spray de pimenta. A polícia
estava no local para efetuar prevenções. Alguns dos manifestantes postaram
vídeos do protesto na internet.
No momento de dispersão do tumulto,
manifestantes correram espalhando montes de lixo localizados na calçada da Rua
Marechal Deodoro. Pela rua haviam inclusive estilhaços de cacos de vidro. Ao
início da noite houve um registro de princípio de tumulto. Um policial do
Batalhão de Choque teria disparado uma bomba de efeito moral no meio da
multidão concentrada em frente à Câmara dos Vereadores da Cidade. Após a
explosão um manifestante tentou tirar satisfação com um policial, identificado
como capitão, mas fora ignorado pelo militar. Não houveram feridos.
Nesse momento vamos prosseguir
destacando a coluna do Sr. Merval Pereira publicada no dia 19.06.2013. O Sr.
Merval destaca que o foco para as manifestações é a luta contra a CORRUPÇÃO. “A
vontade de que o dinheiro público seja gasto com transparência e que as
prioridades dos governos sejam as questões que afetam o dia a dia do cidadão
comum, como a saúde, a educação, os transportes públicos, está revelada em cada
palavra de ordem, até mesmo nas que parecem nada ter a ver com o fulcro das
reivindicações, como no protesto contra a PEC 37”. Tais palavras do Sr. Merval
Pereira resumem os ideais da manifestação. No movimento está contido o receio
da sociedade, com um Ministério Público impedido de investigar o combate à
corrupção e esse mesmo combate à corrupção venha a ser prejudicado. Os gastos
do dinheiro público sem controle, como na construção de Estádios da Copa do
Mundo, onde existem acusações de superfaturamento. Se sobra dinheiro para
construção de estádios por que falta dinheiro para a construção de hospitais,
manutenção de escolas e melhorias no transporte público em geral que venham a
facilitar a vida do cidadão.
Segundo o Sr. Merval Pereira, o
mundo político está de cabeça para baixo tentando digerir as mensagens que
chegam das ruas. Destaca palavras inesquecíveis do saudoso Ulysses Guimarães
como: “a única coisa que mete medo em político é o povo na rua”.
O palpite do Sr. Merval Pereira é
assim como as manifestações na Primavera Árabe, mais precisamente na Tunísia,
onde começou com o suicídio de um vendedor ambulante, Mohamed Bouazizi, 26
anos, ao atear fogo no próprio corpo depois de ser proibido de trabalhar nas
ruas por não possuir documentação e dinheiro para pagar propina a fiscais. Aqui
as manifestações foram impulsionadas pela reação da polícia que agiu de forma
violenta na semana passada.
O movimento contra o reajuste das
passagens adquiriu a magnitude devido às redes sociais despertando o contido
sentimento de opressão que cada um tinha dentro de si.
A partir do entendimento que uma
reivindicação justa como o da redução das tarifas, passou a ampliar suas
manifestações reprimidas. Por estarmos em uma democracia, não estamos aqui para
derrubarmos governos, mas sim mudar à política adotada na administração do
país. Também não é possível considerar os abusos de vândalos radicais que
destroem cidades, saqueiam mercadorias, tentam invadir prédios públicos ou de
autoridades, e o pior confrontam policiais justos que arriscam e expõem as suas
vidas para defender não apenas a Ordem Pública como são pagos, mas vidas de
pessoas incluindo as deles mesmos como vimos na Ponte Rio-Niterói.
O Sr. Merval Pereira destaca que Rio
e São Paulo ficaram com suas autoridades paralisadas diante da violência de
parte dos manifestantes e não agiram com o devido rigor necessário em ocasiões
como essas. O que demonstra falta de bom senso. Outro destaque que define a
divisão desses movimentos foi o grupo de jovens que foi ao Centro do Rio para
tentar limpar e consertar o vandalismo no dia anterior. Em São Paulo, em frente
ao Palácio dos Bandeirantes, enquanto um grupo tentava derrubar o portão de
entrada, outros o recolocavam no lugar.
O ambiente econômico deve ter
contribuído para quebrar a falsa sensação de bem-estar. Fato impressionante que
o Sr. Merval Pereira colocou muito bem foi o aparato de informações de que cada
governo dispõe, especialmente a presidência da República, e as pesquisas de
opinião não ter conseguido detectar a indignação que explodiu nas ruas. Mais um
destaque fica na seguinte parte: “O dono de um desses institutos de opinião que
vende seus serviços ao PT e acrescenta a eles, como um bônus, comentários em
revistas chapas-brancas, chegou a ironizar as oposições e analistas que
criticavam o governo, afirmando que viviam em uma realidade paralela, que nada
tinha a ver com a vida do cidadão comum, que estava muito satisfeito. Não havia
sinal de mudança de ventos que suas pesquisas pudessem captar”.
Outro destaque muito bem colocado
pelo Sr. Merval Pereira foi o Ministro Gilberto Carvalho, da secretaria geral
da Presidência, onde anunciou que “o bicho vai pegar”, demonstra estar
atordoado com o bicho novo que está pegando sem que ele, ou o PT, dominem a
situação.
Quinta-feira, 21 de junho de 2013.
Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas protestar. O Rio de Janeiro ficou em
um estado lastimável. Tanto dinheiro investido de nossos bolsos, “impostos
sobre impostos” conforme ouvi de manifestantes para vândalos levarem a violência
e caos destruindo o que é nosso. Manifestação sim, vandalismo não. Queimar
carros da imprensa? Queimar cabines da PM? Atear fogo em cartazes do Campo de
Santana matando animaizinhos que vivem ali, além é claro das plantas e árvores,
onde algumas dessas são raras. Destruindo calçadas de pedras portuguesas e as
utilizando como arma; assim como postes e utilizando os mesmos como arma? Saqueando
lojas, bares, restaurantes, bancos. Sabe para quem vai a conta desse prejuízo?
Para todos nós cidadãos de bem que pagamos nossos impostos. Para o
contribuinte. Seremos nós, todos os contribuintes que vamos pagar as contas por
causa desses vândalos. Até mesmo Patrimônios Públicos de Nossa Pátria foram
vítimas como o Palácio do Itamaraty em Brasília. Isso não pode acontecer. Nossa
Pátria aparecendo em diversos jornais estrangeiros passando uma péssima imagem
de nosso País para o exterior. Isso deve acabar. Chega de vandalismo. Lutemos,
façamos nossas manifestações mas de forma democrática sem vandalismo ou
terrorismo.
Após um dia marcado por violência em
cerca de 10 cidades Brasileiras, a Presidente Dilma Rousseff convocou uma
reunião de emergência as 9h30m desta sexta-feira 21.06.2013 com a presença de
vários ministros estando à frente o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. O
objetivo da reunião foi analisar a situação do país, após os protestos
realizados nesta quinta-feira determinando as providências que o Governo irá
tomar principalmente para conter a onda de violência. As manifestações
crescendo por todo o país ameaçando chegar às portas da Presidência, elevou a
preocupação do meio político. Houve a especulação de que a Presidente Dilma
possa convocar Cadeia Nacional – ideia não descartada.
Havia a informação de que a
Presidente poderia ser aconselhada a convocar o Conselho da República – órgão
que atua como assessoria para os chefes da nação em momentos de crises,
presidido por ele e composto pelo vice-presidente da República, presidentes da
Câmara e do Senado e líderes da maioria e minoria no Congresso.
Além do Ministro Cardozo, devem
participar desta reunião nesta sexta-feira a Ministra da Casa Civil – Gleisi
Hoffman, o Ministro das Relações Institucionais – Gilberto Carvalho, o Ministro
da Educação – Aloizio Mercadante e a Ministra das Relações Institucionais –
Ideli Salvatti.
Quinta-feira pela noite vândalos
destruíam partes de um dos maiores monumentos construídos pelo Mestre Niemeyer
– o Palácio do Itamaraty. Utilizaram pedras, cones, garrafas, quebraram vidros
e utilizaram um rojão que explodiu dentro do Prédio. A polícia foi obrigada a
revidar. Houve o uso de bombas de efeito moral, gás de pimenta, e até
extintores de incêndio para dispersar os vândalos que ocupavam as duas rampas
de acesso ao prédio. Um dos vândalos quebrou um refletor dentro do espelho
d`água com um cone de trânsito. Segundo dados da Polícia Militar, foram detidas
três pessoas e 39 ficaram feridas, sendo quatro PMs com onze levados a
hospitais.
A Presidente Dilma Rousseff deixou o
Palácio do Planalto por volta das 20h38m, que continua cercado por tropas do
exército.
A imprensa internacional novamente deu
destaque para as manifestações e o vandalismo brasileiro. O jornal Le Figaro
destacou: “No Brasil, o desafio continua”. O Jornal El País enfatizou: “Brasil
vive o maior protesto desde o cancelamento do aumento das tarifas de
transporte”. Destacaram também o cancelamento da viagem que a Presidente Dilma
Rousseff faria ao Japão. Mais uma notícia que merece destaque é “A mão que a
presidente estendeu na terça-feira às vozes da rua não bastou. À volta atrás
das prefeituras do Rio e São Paulo para retirar o reajuste do transporte,
também não. Uma maré de mais de meio milhão de pessoas paralisa nesta
quinta-feira as principais cidades do Brasil. Em algumas, grupos radicais
trataram de queimar edifícios públicos e, em São Paulo, um manifestante morreu
atropelado”. Texto logo abaixo da Manchete.
Outro destaque na capa do Jornal El
País, foram os nomes de Pelé e Romário. “Pelé pede aos manifestantes que
abandonem as ruas. Romário lhe diz que ele em silêncio é um poeta”.
O Jornal Argentino “Clarín” em seu
site colocou os protestos no Brasil como a notícia mais importante. Destacando
os incidentes nos finais dos protestos de indignados em mais de cem cidades.
Destacaram também os combates principalmente com a polícia do Rio, Brasília e
Salvador. Deram ênfase a convocação de protestos em redes sociais onde o povo
exige qualidade nos serviços públicos e o questionamento dos gastos com a Copa
do Mundo. Mencionaram também o cancelamento da viagem da Presidente Dilma ao
Japão.
O também Argentino “La Nación”
dedicou o espaço mais importante de seu site as manifestações brasileiras.
“Centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas de pelo menos 80 cidades
para exigir serviços públicos de qualidade e denunciar os gastos com a Copa do
Mundo, apesar da recente onda de cortes de preços no transporte. Houve
confrontos com forças de segurança nas grandes capitais”.
O Francês “Le Monde” em uma chamada
na capa do site destacou que houve um morto nas manifestações: “Brasil –
Centenas de milhares de manifestantes. Um morto”.
O Francês “Le Figaro” em seu site
publicou nesta quinta-feira que: “No Brasil o desafio continua”. “Para Dilma
Rousseff, tornou-se urgente dar um passo em direção aos manifestantes. A
Presidente cancelou nesta quinta-feira uma viagem para o Japão. Sua imagem de
fato começa a ser afetada por eventos que agitam o país, descritos como
históricos pela maioria dos observadores”.
Pela manhã desta sexta-feira as
marcas deixadas na noite anterior foram impactantes para os compatriotas de
bem. Inclusive para os manifestantes devido à ação dos vândalos. O Rio de
Janeiro vivenciou um dia de reconstruções. Eram postes caídos no chão, relógios
urbanos, abrigos de ônibus, vidraças de estabelecimentos comerciais depredadas
e quebradas, agências bancárias, semáforos e pardais destruídos. Uma
manifestação que mais uma vez começou pacífica acabou em confusão com 62
feridos. Parte da área do Concentra Rio no Terreirão do Samba ficou totalmente
destruída.
Funcionários da prefeitura desde o
início da madrugada trabalham na reconstrução e reposição dos equipamentos
danificados. Para esses profissionais o maior problema são os sinais de
trânsito e radares da Av. Presidente Vargas que estavam destruídos e abandonas
no chão. No tráfego só houve liberação total por volta das 5h, contudo ainda
existem problemas de sinalização. A manifestação concentrou-se entre a
Candelária e a sede da Prefeitura. Colaboradores da Comlurb trabalham desde o
início desta sexta-feira. Iniciando a limpeza de toda a área atingida pelos
vândalos. O Prédio da Detran localizado entre a Av. Passos e a Uruguaiana
estava com as portas totalmente amassadas. Os profissionais que deveriam
começar as suas atividades laborativas às 8h, ainda tentavam abrir as portas.
Na Presidente Vargas, mais precisamente nas grades do Rio Imagem e do Campo de
Santana, colaboradores da Comlurb arrancavam cartazes postos por manifestantes.
Em consequência da agressividade do vandalismo por destruírem postes e lâmpadas,
a área do Campo de Santana permaneceu sem energia elétrica.
Através do auxílio de carros e
caminhões, colaboradores da prefeitura retiravam estruturas de ferro de postes
que sustentavam radares e abrigos de ônibus totalmente destruídos. Dos 28 radares
do corredor da BRS na Av. Presidente Vargas, 26 ficaram danificados. Fato
marcante foi à visualização de moradores de rua catando material espalhado pelo
chão.
A Comlurb utilizou um pequeno trator
para retirada dos destroços da cabine policial que fora incendiada durante as
manifestações. Cabine essa que ficava localizada em frente à Central do Brasil.
Trabalhadores de todas as classes que chegam a central do Brasil para mais um
dia de trabalho ficaram impactados com tal cenário de destruição.
A destruição vandalíssima seguiu por
outras ruas do Centro do Rio. Na Av. Rio Branco o vandalismo destruiu vidraças
de agências bancárias, lojas e lanchonetes. A audácia foi tão grande que
atacaram até mesmo o “Caveirão” da PM em frente à Prefeitura do rio. Picharam
fachadas de outros estabelecimentos comerciais e uma das janelas do metrô
localizado na Estação Praça Onze fora quebrada com pedras.
Peritos do Instituto de
Criminalística Carlos Éboli (ICCE) levaram cerca de duas horas para realizar a
perícia técnica no Terreirão do Samba, que vem transmitindo os jogos da Copa
das Confederações. Vândalos derrubaram e arrancaram grades para invadir a área.
Destruíram estandes de patrocinadores e danificaram parte do palco principal,
que transmitia os confrontos da competição. Também houveram pichações
agressivas sobre a realização do evento esportivo.
Em virtude dos danos causados na Av.
Presidente Vargas, a CET-RIO realizou um esquema especial com operação manual
nos cruzamentos. A CET-RIO informa que os motoristas devem ter atenção por
conta de falhas de semáforos da área. Agentes da CET-RIO estão no local para
organizar o trânsito.
No confronto entre PMs e vândalos,
62 pessoas ficaram feridas e levadas para o hospital municipal Souza Aguiar, no
Centro. Entre os feridos cinco guardas municipais e um policial militar. Entre
os vitimados, três foram atingidos por balas de borracha. A maior parte dos
vitimados teve alta no final da noite. Um total de dez pessoas foram detidas e
outras cinco foram presas em flagrante pelo Batalhão de Operações Policiais
Especiais (BOPE), devido a saques em lojas do centro. Advogados da Comissão de
Direitos Humanos da OAB compareceram a 5ª DP (Mem de Sá) e a 18ª DP (Praça da
Bandeira) para acompanhar o registro das ocorrências.
Em Salvador, o Departamento de
Comunicação da FIFA confirmou na noite de quinta-feira que pedras foram
arremessadas no hotel que funciona como QG da unidade em Salvador. Duas janelas
foram quebradas. Não houve registro de feridos. Dois ônibus estacionados diante
do hotel foram atingidos. Ônibus esses que servem à Organização da Copa das
Confederações.
Nenhum membro da FIFA ou Seleções
foi atingido, assim como outras pessoas. A FIFA não estuda suspender a Copa das
Confederações. A Gerente de Comunicações da FIFA para a Copa do Mundo de 2014 –
Delia Fisher disse confiar nas autoridades brasileiras e que essas questões
serão resolvidas.
Os dois micro-ônibus utilizados pela
FIFA foram apedrejados por manifestantes quando passavam em frente ao Hotel
Sheraton na Bahia, bairro de Campo Grande, local onde dirigentes encontram-se
hospedados.. Um vidro da fachada do hotel foi quebrado por pedradas. Em
Salvador, o protesto foi contido pela tropa de choque da Polícia Militar, que
não teve outra alternativa a não ser o uso de gás lacrimogêneo, spray de
pimenta e balas de borracha. O ônibus que fazia o transporte especial de
jornalistas hospedados em outro hotel de Salvador indo para a Fonte Nova, local
do jogo entre Nigéria e Uruguai teve de ser interrompido a partir das 14h.
Um dos colaboradores do hotel que
não quis se identificar, afirmou que “infelizmente houve uma ocorrência. Um
vidro da fachada foi quebrado, mas a situação logo foi normalizada”.
Durante entrevistas realizadas por
nosso editorial durante essa semana, manifestantes do Rio de Janeiro “alegam que aderem ao
movimento buscando não apenas reajustes nas passagens, mas melhorias em
hospitais e escolas”. Em entrevista a uma manifestante essa alega que “pagamos
impostos sobre impostos para termos esse precário sistema de saúde com filas
intermináveis, com pessoas que necessitam de uma imediata cirurgia encontram-se
deitadas no chão esperando atendimento, escolas faltando merendas quando muitas
das vezes essa é a única refeição da criança, professores e médicos com
salários muito baixos, descaso de órgãos públicos principalmente o INSS onde
encontramos o maior descaso de todos”. “Como pode uma pessoa que paga durante
toda a sua vida ser tão humilhada em um local onde deveria ter o melhor
atendimento. Peritos zombam de nossas caras afirmando que não possuímos
enfermidades alguma, isso deve acabar.” – Mostrando braço com paralisia devido
à demissão por esforço repetitivo. Outra manifestante indignada afirma: “chega
do dinheiro que pagamos ultrapassar um trilhão no impostômetro enquanto nossos
familiares morrem em hospitais ou sequer são atendidos”. Outro manifestante
afirma “chega de sobrevivermos apertados enquanto temos políticos escolhendo
carrões e desperdiçando nosso dinheiro em benefício próprio. Por que não vivem
igual ao presidente do Uruguai?” “Chega da desculpa de perdas em bilhões em
investimentos, isso deve acabar. Se gastam tanto dinheiro em reformas no
Maracanã e outros estádios ou até mesmo construindo novos, por que não deixar
de reformar ou construir estados e cuidar das necessidades básicas do povo como
saúde e educação. Se tem dinheiro para o lazer, para o futebol e sustentar
gastos de políticos tem de haver para as necessidades básicas da população.”
“Se o País não pode sustentar eventos, não sustentem deixem que outro país o
faça, mas chega de roubarem o povo. Não da mais.” “Chega de entrar em hospital
para ser atendido e ouvir que só pode ser atendido em outras situações
especificadas até por porteiros”. “No estado em que ele se encontra não pode
ser atendido. Só quando estiver pior”. “Fora Dilma, volta FHC, pelo menos
comia-se melhor. Após anúncio no dia das mães a Presidente acabou com a mesa
dos brasileiros. Impeachment já.” “Somos estudantes de medicina, não temos
oportunidade de emprego e estamos indignados com notícias de trazerem
profissionais estrangeiros tirando o que é nosso por direito, estudamos para
isso, a oportunidade deve ser nossa”. No geral cariocas pedem “o
desenvolvimento sustentável” onde o capital investido pela população seja
aplicado em melhorias na saúde, educação e extinção do descaso de funcionários
públicos que abusam em descaso por terem estabilidade.
Na
noite desta sexta-feira, 21.06.2013, a Presidente Dilma Rousseff fez um apelo
em rede nacional para que a população entenda algumas “limitações políticas e
econômicas” para por em prática as mudanças solicitadas na manifestação. A
Presidente elogiou mais uma vez o vigor das manifestações embora tenha cometido
um erro que é destaque por parte de estudantes de medicina ao dizer em trazer
profissionais do exterior para o SUS tirando a oportunidade de profissionais de
nossa Pátria e dando de graça para estrangeiros. Nas redes sociais estudantes
de medicina só faltaram subir pelas paredes após tal pronunciamento. “Tirar o
que é nosso dando de graça para o exterior?" Na história não lembra a
política do entreguismo do Petróleo? Afirmam estudantes não apenas da área de
medicina mas de Engenharia Petrolífera. A Presidente pediu também para
aproveitarmos o vigor dessas manifestações para não desperdiçarmos essa grande
oportunidade histórica. Destacou também que a violência pode por em risco de
colocar muita coisa a perder. Ressaltou também a importância da Democracia e do
diálogo e a importância de manter a tranquilidade da copa das confederações.
Outro destaque foi a Presidente defender com paixão suas ideias e propostas mas
de forma pacífica e ordeira. Um outro destaque foi de a violência promovida por
uma minoria não pode manchar um movimento pacífico e democrático e que o
governo está atento a todas as reivindicações do movimento e o esforço será no
sentido de atentar aos pleitos. A Presidente garantiu ainda que irá procurar
representantes de todos os poderes para trabalharem de forma conjunta visando
melhorar os serviços públicos. Destaque no pronunciamento para quatro
prioridades: elaboração de um plano nacional de mobilidade urbana, repasse de
100% dos recursos do petróleo para a educação, trazer milhares de médicos do exterior
para atender o sistema público de saúde – o que revoltou muitos estudantes e
profissionais da área de medicina – conforme dito anteriormente, e receber os
líderes das manifestações pacíficas. A Presidente destacou que é preciso
“oxigenar o sistema político” para que possa assim tornar “mais transparentes
os malfeitos” sendo necessária uma reforma política e ampliação a Lei de Acesso
à Informação.
Após uma reunião com ministros na parte da
manhã, a Presidente voltou ao Palácio da Alvorada no Planalto. Ao fim da tarde
recebeu o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom
Raymundo Damasceno e o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros
(PMDB-AL). Pouco antes do encontro, Dom Raymundo disse que esperava uma
manifestação por parte da Presidente em virtude da onda de protestos violentos
que atingiu diversas capitais e municípios do país.
Depois
da reunião com a Presidente Dilma, Dom Raymundo Damasceno Assis, afirmou não
estar preocupado com a segurança dos participantes da Jornada Mundial da
Juventude evento que há de ser realizado entre 23 e 28 de julho, no Rio.
Segundo Dom Damasceno, a presidente garantiu a segurança dos fieis e do Papa
Francisco, que chegará ao Brasil dia 22 de julho. Acrescentando que se trata de
um evento grande. Cerca de duas milhões de pessoas, principalmente jovens e
Vossa Santidade o Papa. Dom Damasceno deu apoio às manifestações, mas condenou
o vandalismo ao patrimônio público e o excesso de violência.
Segundo
Damasceno “as manifestações têm nosso apoio e nossa solidariedade. O que
rejeitamos é a depredação do patrimônio público e privado. É preciso respeitar
o direito de ir e vir das pessoas estimulando a sociedade a participar desses
atos”. Pediu para que a sociedade procure ir e entender o que quer nos dizer
essas manifestações. Pede que sejam revistas as políticas públicas. Insistiu
que a violência não leva a nada e que em uma democracia nada se resolve pela
violência, mas de outras formas. Se muda de vários modos, até pelas urnas.
Pessoas
que realizavam uma manifestação na orla de Ipanema e Leblon, na noite desta
sexta-feira, estiveram na esquina da Rua Aristides Espínola, Leblon, onde
reside o governador Sérgio Cabral. Policiais formaram uma barreira para impedir
que o protesto chegasse à portaria do imóvel onde ele vive com a família. Um
grupo formado por cerca de 500 pessoas gritava palavras de ordem exibindo
faixas e cartazes. Não houve de confusão na área. Pelas 22h, o grupo ficou
reduzido a 20 pessoas, que ainda ocupavam a Avenida Delfim Moreira, no sentido
São Conrado.
Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do
Rio, Foram detidas 10 pessoas e 12 menores. Todos encaminhados para a 32ª DP.
Vândalos saquearam uma concessionária. Invadiram a loja e destruíram vários
automóveis, quebraram as portas de vidro e roubaram objetos do interior da
loja.
Na
Zona Sul, os manifestantes caminharam em torno de seis quilômetros, a partir da
estação de metrô da General Osório, pela Avenida Vieira Souto. Apesar do temor
dos comerciantes, que fecharam as lojas mais cedo, o grupo seguiu pacificamente
pela orla. Entre as reivindicações estavam melhorias na saúde e educação.
A
Avenida Delfim Moreira permanece interditada no sentido São Conrado, os
motoristas devem evitar a orla da Zona Sul e a Avenida Niemeyer optando pela
Estrada Lagoa-Barra, em direção à Barra.
Em
Guarulhos, manifestação fecha os dois sentidos da Rodovia Presidente Dutra.
Entre os diversos atos desta sexta-feira em São Paulo, manifestantes fecharam
rodovias, bloquearam avenidas, protestaram em frente ao Instituto Lula e
entraram em confronto com a Polícia Militar na área externa do Aeroporto
Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Passageiros e funcionários ficassem
reféns dentro do terminal, sem poder entrar ou sair.
O
aeroporto teve de fechar as portas depois que um grupo de 8 mil pessoas marchou
pela Rodovia Presidente Dutra chegando ao terminal. Passageiros que tinham voo
marcado tiveram de descer de táxis e carros particulares, muitos tiveram de
seguir a pé por quilômetros, muitos carregando bagagem. Carros parados na Dutra
foram vítimas de um arrastão.
O
aeroporto fechou suas entradas e a Tropa de Choque da PM montou um cordão de
isolamento. O QG da Aeronáutica em Cumbica ficou de prontidão. A GRU, empresa
que administra o aeroporto, aconselhou as pessoas a não deixar o local porque
não havia meio de transporte, uma vez que a Rodovia Hélio Smidt, que leva a
Cumbica, estava fechada pelos manifestantes.
Lojas
do saguão do aeroporto também fecharam as portas. Através de alto-falantes, a
administração aconselhou que os passageiros subissem para o segundo piso do
terminal, por manifestantes estarem no térreo. Partidas de, pelo menos, três
voos domésticos e três voos internacionais estavam atrasados às 21h. A TAM
informou que não iria cobrar taxa de remarcação de passagens para os voos
marcados nesta sexta-feira. Em torno das 22h30, a PM usou bombas de gás
lacrimogênio para liberar o local. Manifestantes reagiram com pedras, mas
deixaram o local.
Seis
rodovias foram alvo de manifestações em São Paulo. Na Régis Bittencourt, algo
em torno de mil pessoas participaram do evento, fechando o trânsito nos dois
sentidos. Carros da Polícia Rodoviária e da Polícia Militar acompanhavam a uma
distância segura. Não houve registro de incidentes, somente o congestionamento
do tráfego.
Na
cidade de Barueri outro grupo fechou a Rodovia Castello Branco em torno das
18h. A Tropa de Choque teve de ser chamada. Houve confronto, com policiais
lançando bombas de gás para liberar a pista. Cinco pessoas foram presas, por
depredação de patrimônio público. O Rodoanel e a Raposo Tavares também foram
alvo de protestos assim como as manifestações na Anchieta e na Rodovia dos
Imigrantes.
Em
São Paulo Capital, manifestantes interromperam o trânsito na Radial Leste,
principal via de acesso entre o Centro e a Zona Leste da cidade. Em ambos os
sentidos homens, mulheres e crianças levavam cartazes seguindo em direção aos
bairros.
No
bairro do Ipiranga, cerca de 500 jovens marcharam do Museu do Ipiranga até a
sede do Instituto Lula. Permaneceram por meia hora no local. Dispersaram-se sem
registros de incidentes.
No
Centro da cidade, um grupo em sua maioria formado por homossexuais protestou
contra o projeto do deputado Marco Feliciano chamado de “cura gay”. Casais
homossexuais protestaram contra o projeto, com palavras de ordem, mas de forma
pacífica. O grupo seguiu para a Avenida Paulista e, por volta das 22h pararam
as manifestações.
Em
outro protesto envolvendo 7 mil pessoas houve uma passeata da Zona Leste até o
Centro.
O
secretário-geral da Fifa, Jèrôme Valcke, novamente afirmou nesta sexta-feira
que a entidade não cogitou cancelar a Copa das Confederações e que a Copa do
Mundo de 2014 tem que ser realizada no Brasil. Segundo Valcke o evento
esportivo não poderia ser retirado do país em virtude de manifestações. Valcke
solicitou somente a segurança de todos, jogadores, árbitros, jornalistas e
membros da Fifa.
Segundo
Valcke a Copa das Confederações está sendo realizada no Brasil e a Copa do
Mundo tem que acontecer no Brasil e que irá garantir que isso aconteça da
melhor maneira possível - afirmou Valcke.
As
declarações foram informadas logo depois de ele ter deixado um hotel na Zona
Sul do Rio. Valcke ia a caminho de outro hotel da cidade para uma reunião com o
Comitê Organizador Local (COL-2014). Ao deixar o segundo hotel, Valcke voltou a
falar com jornalistas sobre a onda de protestos no país. Indagado sobre o que
estava achando da segurança, não escondeu uma ponta de insatisfação. Declarando
que poderia ser melhor, embora ressaltasse que não existe um pedido da FIFA
para que a segurança nos jogos da Copa das Confederações fosse reforçada e que
não existe intenção de se mudar a sede da Copa do Mundo de 2014. “Não existe um
plano B” – afirmou Valcke.
Uma
das perguntas da imprensa, foi se era necessário conversar com a Presidente
Dilma Rousseff sobre as manifestações, Valcke informou que não possui essa
intenção. “Vamos deixar a poeira baixar um pouco. Nós só pedimos à segurança
que precisamos para levar a Copa até o final”. – disse Valcke esperando ainda
que os protestos não continuem até 2014 e que o Brasil deve resolver esses
problemas. “Esses problemas são do Brasil. A FIFA não é o alvo” “A FIFA não tem
que resolver essas questões, não tem nada com isso. Me perdoe dizer dessa
forma, mas isso é um problema do Brasil. Não é da FIFA. Nós somos o alvo
errado. Não somos as pessoas com quem se tem que falar sobre isso. A Fifa não
fez nada para estar no meio dessa crise” - afirmou.
Valcke
viaja para Salvador, onde será realizado neste sábado o jogo entre Brasil e
Itália, na Fonte Nova, pela última rodada da primeira fase da Copa das
Confederações.
Rio,
22.06.2013
Em São Paulo houve um protesto
contra a PEC 37 reunindo cerca de 30 mil pessoas. O projeto de emenda
constitucional retira dos Ministérios Públicos o poder de investigação
limitando o poder de investigação do Ministério Público. Manifestantes ocuparam
a Avenida Paulista, de forma pacífica com a utilização de cartazes. O pedido é
para que o Congresso não aprove o projeto.
O
empresário Renan dos Santos, um dos líderes à frente da manifestação disse:
“Queremos que os líderes de bancadas de partido venham a público para dizer
que posição têm em relação à PEC 37. Que parem de fazer esse jogo turvo, joguem
claro”. A manifestação seguiu até a sede do Ministério Público Estadual, onde o
presidente da Associação Paulista do Ministério Público (APMP) Felipe Locke,
discursou contra a aprovação do texto dizendo: “Hoje a juventude deu uma aula
de cidadania. Chega de corrupção, chega de PEC 37”.
Os
manifestantes levavam consigo cartazes contra desvios de recursos em obras da
Copa do Mundo e solicitação de mudanças no Código Penal. Depois da passagem
pelo Ministério Público, a manifestação se dispersou, mas pequenos grupos
seguiram protestando por ruas de São Paulo.
Em Belo Horizonte,
milhares de pessoas seguiram em passeata da Praça Sete de Setembro até o
Estádio do Mineirão, local da realização da partida entre Japão
e México pela Copa das Confederações. Novamente o protesto foi contra os gastos
públicos para a realização da Competição e da Copa do Mundo de 2014. Novamente
pediam melhorias na saúde e na educação e o pronunciamento da Presidente
tirando oportunidade de profissionais em medicina no Brasil. No Rio de Janeiro,
manifestantes mantêm o acampamento na Avenida Delfim Moreira,
próximo à casa do governador Sérgio Cabral.
Manifestantes
voltam a se concentrar na Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte e também em
Salvador, locais de jogos da Copa das Confederações. Em Belo Horizonte há
registro de 15 feridos e seis detidos. O protesto em BH que reuniu cerca de
66,5 mil pessoas e foi o mais tenso do dia. Um jovem de 16 anos caiu do viaduto
José de Alencar e está com suspeita de traumatismo craniano.
Manifestantes
entraram em confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar Mineira na
Avenida Abraão Caram, perto do estádio do Mineirão, onde houve a partida entre
México e Japão. A confusão teve início depois que parte dos manifestantes
tentou furar o bloqueio policial, jogando pedras contra os mesmos. A polícia
revidou com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Um carro foi
incendiado e vândalos invadiram a garagem da Universidade Federal de Minas
(UFMG), destruindo veículos estacionados no local.
Na
contagem de feridos cinco policiais militares, seis manifestantes um deles uma
jovem atingida na cabeça e um repórter fotográfico ficaram feridos. A maioria
dos manifestantes participou do protesto de forma pacífica. Até o momento
existe o registro de que uma pessoa foi presa.
Em
Salvador, manifestantes enfrentaram a polícia perto da Arena Fonte Nova durante
o jogo da Seleção Brasileira e Italiana. A PM teve de revidar com o uso de
balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo após um manifestante ter
disparado um rojão. A confusão teve início depois que um manifestante disparou
um rojão contra a barreira criada pela tropa de choque da Companhia
Independente de Policiamento Especializado (CIPE). Não existe informações de
feridos.
Em
São Paulo, cerca de 30 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista, em frente ao
Masp, também em um protesto contra o projeto de emenda constitucional (PEC-37),
que retira dos Ministérios Públicos (MPs) o poder de investigação
Também
em Goiânia, aproximadamente 200 pessoas saíram em protesto contra PEC 37, que
restringe o poder do Ministério Público. Os manifestantes se reuniram na Praça
Cívica, desceram a Avenida Goiás e se encaminharam em direção ao Lago das Rosas
pela Avenida Anhanguera, onde o protesto foi encerrado por volta de 11h.
No
Rio Grande do Sul, cerca de 30 mil pessoas reuniram-se pela manhã na praça
central de Santa Maria (RS) reivindicando melhores condições de vida e justiça
para os responsáveis pelo incêndio da boate Kiss. Amigos e parentes das vítimas
da tragédia participaram do ato. Em Uruguaiana, também no RS, manifestantes
fecharam a Ponte Internacional, que liga o Brasil a Argentina. Dados da Brigada
Militar apontam que cerca de três mil pessoas participaram do ato.
No
Rio existem manifestações em diversas partes da cidade. Na Zona Sul, um ato
chamado "Passeata pacífica pelos direitos do cidadão" tendo previsão
para às 16h com saída do Largo do Machado indo em direção ao Palácio da
Guanabara. Em Guaratiba, foi realizado o protesto "Todos contra o aumento
da passagem" iniciado às 16h, na Avenida das Américas, interditando as
pistas no sentido Zona Sul.
No
Leblon, manifestantes ainda mantêm o acampamento à casa do governador Sergio
Cabral. No Facebook, na página do evento intitulado "Ocupe Delfim
Moreira", o grupo diz que pretende permanecer na via até segunda-feira, às
6h. Outras manifestações podem acontecer em Campo Grande e Bangu.
Rio, 23.06.2013
A
Prefeitura de Curitiba anunciou neste sábado as estimativas com o prejuízo
causado pelo vandalismo no protesto de ontem. Um total de R$ 1,5 milhão.
Manifestantes e torcedores do Atlético Paranaense entraram em confronto. A
confusão teve início quando um dos três grupos que realizavam manifestações na
cidade ia para a Arena da Baixada e deparou-se com cerca de 100 torcedores
atleticanos, que os esperavam perto do estádio com paus, pedras e rojões.
Segundo a Polícia Militar mais de 15 mil manifestantes foram às ruas.
Os
protestos ocorridos em municípios do Rio continuaram neste sábado. No bairro de
Bangu, na Zona Oeste do Rio, cerca de 30 pessoas foram detidas por tentar
arrombar estabelecimentos comerciais na Avenida Cônego Vasconcelos, conhecida
como “calçadão”, por volta das 17h. Entre os manifestantes havia 15 menores.
Policiais do 14º BPM (Bangu) apreenderam paus, pedras e coquetéis Molotov.
Foram encaminhados à 34ª DP (Bangu). Segundo a Polícia Militar, as
manifestações que tiveram início às 14h, eram pacíficas até a ação do bando. No
Leblon, manifestantes continuam acampados desde a noite da sexta-feira próximo
à casa do governador Sérgio Cabral. A avenida encontra-se totalmente fechada,
no sentido São Conrado, a partir da altura da Rua Bartolomeu Mitre. Por conta
desta interdição, o trânsito é desviado pela Avenida Ataulfo Paiva e Rua
Humberto Campos. O sentido Ipanema da Avenida Delfim Moreira funciona
normalmente para o tráfego de veículos.
Também
na Zona Sul, dessa vez em Laranjeiras, houve mais um ato de protesto contra o
governador, algo em torno de 60 manifestantes se reuniram, por volta das
19h15m, em frente ao no Palácio Guanabara, na Rua Pinheiro Machado. O local,
que é a sede administrativa do governo estadual, estava patrulhado por 60
policiais, sendo 40 do 20º Batalhão, e 20 da Tropa de Choque. O grupo iniciou a
concentrou no Largo do Machado e ao término do jogo da Seleção Brasileira
caminhou até o Palácio, chegara a deitar na pista. Os manifestantes ocuparam
uma faixa da via, no sentido Botafogo. Não houve registro de tumultos. Equipes
da CET-RIO chegaram a interditar momentaneamente a Rua Pinheiro Machado, no
sentido Botafogo, na altura do clube do Fluminense. No sentido Rio Comprido a
rua Pinheiro Machado fluía com o tráfego de veículos.
No
Leblon, pela parte da tarde, depois de negociações com a Polícia Militar,
manifestantes liberaram meia pista da via para a passagem dos veículos. O grupo
permaneceu no local, e a polícia comprometeu-se a novamente a fechar o trânsito
caso o movimento continuasse a crescer. Em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de
Janeiro houve um protesto neste sábado. O serviço de BRT Santa Cruz – Alvorada
teve de ser interrompido.
Cerca
de 40 pessoas se encontravam reunidas próximas à residência do Governador
Sérgio Cabral receberam um reforço de 150 motociclistas. Esses motociclistas
saíram do Terminal Alvorada na Barra da Tijuca fechando o sentido Zona Sul da
Av. Delfim Moreira. Utilizando megafones e cartazes o grupo chegou a questionar
a ausência do governador em sua residência. O grupo de motociclistas estavam a
caminho de Copacabana, mas deveriam retornar ao local da manifestação. Eduardo
Gomes, um dos líderes do movimento, disse que a ideia foi organizada através do
Facebook.
O
ato é pacífico. Os manifestantes que chegam são orientados pelos outros a
manter o clima de paz.
No
Facebook, a página do evento intitulado "Ocupe Delfim Moreira", o
grupo diz que pretende permanecer na via até segunda-feira, às 6h. Cerca de 500
pessoas haviam confirmado presença até a manhã deste sábado, e a previsão é de
que se juntem ao grupo durante o dia. Segundo a PM, a manifestação segue sem
incidentes. Manifestantes, marcaram uma passeata na parte da tarde no Largo do
Machado indo em direção a Delfim Moreira. Entre as reivindicações estavam
melhorias na saúde e na educação pública.
Segundo Mayara Vivian do Movimento Passe Livre ela diz: “Não consigo prever isso agora. Acho
que a ferramenta já está dada. O governador, qualquer pessoa do Estado, sabe
que, se ele fizer uma bobagem, a população está mais vacinada, pode ir para a
rua. E a gente vai mesmo. A prefeitura é do povo, deixe o povo entrar. As
pessoas querem criar o maniqueísmo do bonzinho e do malvado, do vândalo e do
ordeiro. O Passe Livre está “de boa” dessa discussão. Se a população entendesse
que o Palácio dos Bandeirantes é do povo e está com ele, ninguém teria vontade
de fazer aquilo (invadir)”.
Na
Coluna do Anselmo Gois do Jornal o Globo o destaque é “Um chute nos serviços
públicos de má qualidade”. A Coluna destaca que é possível serem realizadas
manifestações de forma pacífica. Destaque para manifestantes que levaram às
areias de Copacabana 500 bolas pintadas com uma pequena cruz vermelha que
representava os 500 mil homicídios dolosos em uma década no Brasil. Os
participantes exibiram faixas com inscrições como “Exigimos escolas, hospitais,
segurança no Padrão FIFA”. Em português e em inglês. Jornalistas do mundo
inteiro documentaram o evento. Na parte final os manifestantes chutaram cada
uma das bolas em uma forma de como a sociedade deve desprezar os serviços
públicos de má qualidade. “Um verdadeiro Golaço da Cidadania”. A ONG defende
que se o país pode sediar duas copas em menos de um ano, deve ser capaz de
oferecer serviços públicos de excelência e não essa vergonha e descaso que o povo
encontra e isso exatamente conforme os padrões exigidos pela FIFA. Tal
reivindicação foi destaque no pronunciamento de nossa Presidente que propôs um
pacto entre os governantes visando oferecer melhores serviços públicos. Apesar
do mandato da Presidente estar no fim, nunca é tarde para se fazer o bem.
Fontes:
El País. 18.06.2013, 21.06.2013;
Clarín 21.06.2013;
La Nación 21.06.2013;
BBC
18.06.2013;
The
Gardian 18.06.2013;
le
Monde 18.06.2013, 21.06.2013;
Avaaz 17.06.2013;
Corriere Della Sera 18.06.2013;
Al Jazzera 18.06.2013;
The
New York Times 18 e 19.06.2013;
Le Fígaro, 21.06.2013, 22.06.2013;
Jornal O Globo, dias 15 a 23.06.2013;
Jornal O Globo Coluna do Anselmo Gois
22.06.2013;
Jornal O Globo Coluna do Merval
Pereira 19.06.2013.
Assinar:
Postagens (Atom)